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JULIANA MOTTER

Confeitaria

Há 12 anos, Juliana Motter deixou o jornalismo para abrir a primeira loja especializada em brigadeiro do Brasil.

Desde os 6 anos que Juliana Motter, fundadora da Maria Brigadeiro,  dedica suas panelas, calorias e pesquisas ao seu doce favorito. “Aprendi a fazer brigadeiro com a minha avó Ignês, que era doceira informal, e passei a dar os meus doces de presente, em bandejas usadas que a minha mãe garimpava na feira de antiguidades da Benedito Calixto, em São Paulo. Foi assim que ganhei o apelido jocoso de Maria Brigadeiro, na escola. Felizmente o bullying teve um desdobramento positivo e deu nome à primeira loja de brigadeiro do país”, conta Juliana.

Até dar início à Maria Brigadeiro, no entanto, Juliana aventurou-se por outro caminho. Isso porque, como na época em que prestou vestibular não existia no Brasil uma faculdade de gastronomia muito menos de brigadeiro! —, ela acabou cursando jornalismo por influência de sua mãe, que dava aulas na ECA – Escola de Comunicação e Artes, USP. “Trabalhei dez anos na área, me especializei em matérias de culinária e decidi fazer faculdade de gastronomia, por sugestão da diretora de redação da revista, para escrever com mais propriedade sobre o assunto. Meu texto melhorou, mas não foi essa a principal contribuição da faculdade”, analisa.

Em meio às aulas de macarrons, trufas e outros doces estrangeiros, Juliana se lembra de pedir, sem sucesso, instruções mais técnicas a respeito do brigadeiro. O impasse é que essa literatura não existia. “O desafio que me impus dali em diante foi o de aplicar no brigadeiro tudo aquilo que eu aprendia sobre pâtisserie, numa promessa silenciosa de que um dia eu contribuiria para que ele fosse reconhecido como um doce de paladar adulto. Nunca tinha pensado em abrir uma empresa até que recebi a primeira encomenda oficial de mil unidades para um lançamento de um livro”, revela a doceira, também autora de O Livro do Brigadeiro (Panda Books).

Na ocasião do evento de lançamento, em uma conhecida rede de livrarias paulistana, Juliana levou um cartão com o número de seu celular acompanhado do apelido de infância, “Maria Brigadeiro”. Insistiu ainda que uma de suas colegas de redação, diretora de arte, a ajudasse a transportar um lindo móvel para a exposição de suas versões do tradicional docinho. No dia seguinte, o telefone não parava de tocar. Era tarde demais para dizer não.

Depois de três meses conciliando fechamentos intermináveis com madrugadas fazendo brigadeiros, pediu demissão de seu posto de editora de comportamento para “fazer brigadeiro para fora”. Assim surgia a Maria Brigadeiro: na cozinha da casa de Juliana. As pessoas foram conhecendo o produto, o ateliê virou ponto de referência e a Maria Brigadeiro se consolidou.

Sobre a Maria Brigadeiro: primeira loja especializada em brigadeiro do país, a Maria Brigadeiro faz seu próprio chocolate, com cacau do Brasil. Em 2013, Juliana Motter, doceira fundadora da marca, montou uma fábrica de chocolate artesanal para controlar todas as etapas do processo de produção da principal matéria-prima do brigadeiro. Eleito pelo guia Veja Comer & Beber o melhor brigadeiro e melhor chocolate de São Paulo por dois anos consecutivos.

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