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TÁSSIA MAGALHÃES

Italiana

Aos 19 anos de idade, recém-saída do Senac Campos do Jordão, Tássia Magalhães chegou à confeitaria do Pomodori como estagiária. Era 2008 e, em um mês, já era tournant, cobrindo todas as praças: “Gosto muito de fazer doces e nunca saí da confeitaria, porque mesmo quando estava em outra praça, tinha que treinar os novatos”. Foi essa a rotina da cozinheira durante quase dois anos, até que, em 2010, ela resolveu enfrentar novos fogões e partiu à Dinamarca.

No Geranium, três estrelas Michelin mais concorrido da Escandinávia, a jovem teve contato com uma cozinha inovadora de terroir. Assim como no Kadeau, pioneiro entre os expoentes da gastronomia dos Novos Nórdicos. Aberto inicialmente em uma ilhota do Mar Báltico, o restaurante construiu uma cozinha sazonal, pautada por muitos ingredientes desse terreno único e peculiar que ora eram curados, ora fermentados, ora defumados.

A exploração culinária e cultural se aprofundou no badalado Amass, restaurante do chef californiano Matt Orlando, que trabalhou por vários anos no Noma, de René Redzepi, depois de já ter passado pelos estrelados The Fat Duck e Per Se. A experiência abriu caminho para o último estágio nórdico, dessa vez, em uma sofisticada confeitaria. Na Summerbird Chocolaterie, criada por jovens que produzem à mão chocolate fresco de alta qualidade, Tássia moldou cacau, marzipã e frutas locais. 


Finalizado o ciclo fora do país, de volta ao Pomodori, Tássia  viu Jefferson
Rueda deixar a chefia e ser substituído por Diogo Silveira. Assim, ao longo de dois anos, a menina dedicada de Guaratinguetá, tornou-se pivô daquela brigada. Logo em seguida, diante da saída de Silveira, o cargo formal de chef do restaurante chegou inevitavelmente e, junto a ele, o convite de se tornar sócia do estabelecimento.

Apesar dos 23 anos, Tássia não se deixou levar e fez uma contraproposta: só assumiria o Pomodori se fosse por inteiro. E assim foi. Em poucas semanas, a virginiana, obstinada e prática, comme il faut, acenava com um cardápio inédito e iniciava uma empresa nova e sã. Sem deixar a própria história de lado, era bem recebida pelos entusiastas da gastronomia na capital. À elegância do estabelecimento, a chef somou ares contemporâneos, ao classicismo dos pratos, aliou produtos pessoalmente selecionados e caráter próprio que se mantiveram ali até o início de 2018

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